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Trabalho
conclui votação da previdência
complementar dos servidores
31/08/2011
A Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público concluiu nesta
quarta-feira a votação do Projeto
de Lei 1992/07 que institui o regime de previdência
complementar dos servidores públicos
federais. A proposta havia sido aprovada no último
dia 24, mas faltava votar 12 destaques que
pretendiam alterar o texto. Os destaques foram
rejeitados.
O projeto tramita em caráter conclusivo
e ainda será analisado pelas comissões
de Seguridade Social e Família; de Finanças
e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Mudança
Pela proposta, o novo regime de previdência
valerá para todos os funcionários
que entrarem no serviço público
federal depois da sanção da futura
lei. A norma vai limitar o valor dos benefícios
dos servidores ao teto pago pelo Regime Geral
de Previdência Social (RGPS), que hoje é de
R$ 3.689,66. Para conseguir qualquer quantia
acima desse montante, o funcionário
deverá aderir à Fundação
da Previdência Complementar do Servidor
Público Federal (Funpresp).
Se a proposta for aprovada pelo Congresso,
a Funpresp vai ser o maior fundo de pensão
do País. Hoje, esse posto é ocupado
pelo Previ, dos funcionários do Banco
do Brasil.
O novo regime abrange todos os servidores
públicos
federais, titulares de cargo efetivo da União,
suas autarquias e fundações,
inclusive para os membros do Poder Judiciário,
do Ministério Público e do Tribunal
de Contas da União (TCU).
A adesão dos atuais servidores ao fundo é opcional.
Quem optar pelo novo regime vai receber dois
benefícios comlementares quando se aposentar:
um da Funpresp, decorrente das contribuições
feitas a partir da adesão, e outro do órgão
e empregador.
Destaques
O presidente da comissão, deputado Silvio
Costa (PTB-PE), que também é o
relator do projeto, disse que vários
destaques criavam fundos para categorias de
servidores separadamente. “Existe uma
pressão do Banco Central e do Judiciário,
por exemplo, de criar fundos separados, e nós
não acatamos, fizemos um fundo único”,
disse.
Os deputados que apresentaram os destaques
disseram que o projeto foi pouco discutido
na comissão, embora esteja em tramitação
desde 2007. Eles esperam poder alterar a
proposta nas comissões seguintes.
Agência Câmara de Notícias
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