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Servidor público federal adia aposentadoria para não
ter salário reduzido 04/10/2011
Até 2015, 252 mil funcionários públicos
do Poder Executivo Federal vão conquistar o direito à aposentadoria.
Mas a vacância não significa que o mesmo número
de postos de trabalhos será aberto para os interessados
em ingressar no serviço público. Isso porque muitas
dessas vagas serão extintas. Além disso, alguns
servidores que estão em condição de se aposentar
optam por continuar na ativa para não sofrer redução
salarial. O levantamento foi feito pelo Ministério do
Planejamento e obtido pela Agência Brasil.
Segundo a secretária de Gestão do Ministério
do Planejamento, Ana Lúcia Amorim, a opção
por não se aposentar é uma tendência no funcionalismo
público. “Não é adquirir direito e
pronto. No futuro, a gente pode ter quadro bem significativo
de servidores que vão optar por continuar e não
sair porque a faixa etária do servidor público,
em média, é muito jovem, está na faixa de
46 anos. Quem tem 46 anos está em plena vitalidade para
continuar trabalhando e crescendo profissionalmente”, disse
ela.
Atualmente, a folha de pagamento do Executivo tem 566 mil servidores
ativos. Desses, 80 mil são funcionários que poderiam
estar aposentados. Ao se decidir pela aposentadoria, o trabalhador
público perde renda, já que a gratificação
por desempenho adquirida ao longo dos anos de serviço é reduzida
em 50%. Além de não ter redução salarial
quando opta por ficar, o trabalhador público recebe um
abono-permanência que representa 11% a mais na remuneração.
O pagamento da gratificação extra pela continuidade
na ativa tem o objetivo de fazer com que os órgãos
do governo se beneficiem da experiência dos servidores
de carreira. “Faz diferença ter um servidor com
experiência, que tem histórico das informações
e ainda está motivado para implementar políticas
públicas”, destacou Ana Lúcia.
Só que esticar a vida funcional do servidor sai caro
aos cofres do governo federal. Em 2010, o pagamento do abono-permanência
e da integralidade da gratificação custou R$ 725
milhões ao contribuinte. No período de julho do
ano passado a agosto deste ano, a despesa somou R$ 816 milhões.
A secretária de Gestão ainda ressaltou que não
existe relação direta entre aposentadoria e abertura
de vagas no serviço público. Muitas vagas são
extintas com a aposentadoria do servidor. Carreiras administrativas
como as de copeira, garçom e motorista, por exemplo, não
vão mais existir. “O fato de ter 80 mil pessoas
que poderiam estar aposentadas não quer dizer que eu poderia
ter 80 mil nomeações para substituir essas pessoas.
A existência de concursados aguardando está muito
mais relacionada às necessidades de governo que foram
mapeadas e, por isso, autorizada a realização de
concursos”, explicou.
Luciene
Cruz - Agência Brasil
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