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Servidores
terão outro regime de previdência complementar
15/02/2011
O governo vai mandar ao Congresso Nacional um novo projeto para
instituir o regime de previdência complementar dos funcionários
públicos. O projeto está sendo discutido no âmbito
dos Ministérios da Previdência Social e do Planejamento,
segundo informou ontem o líder do governo no Senado,
Romero Jucá (PMDB-RR).
Em 2007, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva encaminhou ao Congresso o projeto 1992/2007 instituindo
o regime de previdência complementar dos servidores. O
projeto, no entanto, foi engavetado na Câmara dos Deputados,
principalmente por causa das pressões das entidades representativas
dos juízes federais.
Agora, a discussão voltou à 'estaca zero'. O governo
debate, de acordo com Jucá, se será um único
fundo de pensão para todos os servidores ou três
fundos, um para o Poder Executivo, outro para o Poder Legislativo
e outro para o Judiciário.
Essa mesma questão foi discutida exaustivamente há cinco
anos pelo governo do ex-presidente Lula, que concluiu que a melhor
e mais justa alternativa era a criação de um único
fundo para os funcionários dos três Poderes. O projeto
de lei 1992/2007 autoriza a criação de entidade
fechada de previdência complementar denominada Fundação
de Previdência Complementar do Servidor Público
Federal (Funpresp), que teria regras únicas para todos
os servidores e seria constituída sob o regime de contribuições
definidas.
A solução proposta pelo governo passado nunca
foi aceita pelo juízes, que defenderam, desde o início,
a criação de um fundo de previdência complementar
apenas para o Poder Judiciário. Aos juízes, juntaram-se
em oposição ao projeto as corporações
sindicais dos demais servidores públicos.
A criação da previdência complementar para
os funcionários públicos está prevista na
Constituição. Somente depois da criação
desse regime a reforma do sistema previdenciário dos servidores,
aprovada em 2003, poderá ser colocada em prática.
A reforma prevê que os funcionários públicos
passarão a receber aposentadorias até o teto do
INSS, como ocorre com os trabalhadores da iniciativa privada,
podendo complementar esses valores por meio do fundo de pensão.
Ribamar Oliveira - De Brasília
Vamor Econômico
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