Associação Gaúcha dos Servidores Federais Aposentados e Pensionistas
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Reajuste linear e o funcionalismo federal

09/06/2011

Desde as últimas negociações salariais que envolveram os servidores e o Governo, em 2008, na qual houve a maior reclassificação que envolveu todo o funcionalismo público com reajustes e melhorias nas carreiras federais, o Governo com apoio de algumas entidades defende conceder um aumento linear para o funcionalismo.

A AGASAI entende que antes de se falar em linearidade de índices de reajustes, algumas distorções devem ser corrigidas. E entre elas a maior é a que envolve os funcionários do Ministério da Saúde que em 2008 teve o menor reajuste, saindo enormemente prejudicada e com salários defasados se comparados com as tabelas de outros órgãos.

Portanto achamos que o reajuste linear deve ser aprovado somente depois destas distorções serem totalmente sanadas. E para isso somente com muita mobilização é que se conseguirá algum efeito.

A saúde hoje no Brasil não está precarizada sem motivos. Os funcionários além de estarem ganhando um dos piores salários da administração direta ainda tem que conviver com problemas estruturais em hospitais e postos além da falta de equipamentos e condições aceitáveis para realizar seu trabalho com o mínimo de dignidade. Quem acaba sofrendo com isso é a população mais pobre que necessita da saúde pública. As reclamações se avolumam e a paciência de quem precisa do serviço está no limite.

A atual estação que traz frio e umidade faz lotar as emergências e hospitais em todo o Estado, e mesmo com a repetição desse problema todos os anos, o Governo não consegue se mobilizar para resolvê-lo de forma eficaz e duradoura.

O discurso de que a saúde vai bem é pura teoria e só existe na fala das autoridades que fecham os olhos e empurram o problema com a barriga.

Funcionários justamente remunerados, hospitais equipados e reformados resolveriam o problema da saúde. Falta vontade política? Achamos que não. Faltam recursos? Também não.

Talvez o que estaria faltando seria um pouco de honestidade e decência no bom uso das verbas públicas.

 

 


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