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18/11/2008
Governo, BB e CEF financiam imóvel para servidor
Parceria firmada entre o Governo Federal, a Caixa Econômica
Federal e o Banco do Brasil permitirá que todo o funcionalismo
público federal entre ativos, aposentados e pensionistas,
tenha acesso à casa própria, em condições
diferenciadas das de mercado.
Entre as principais vantagens estão a facilidade de acesso
ao crédito, que pode ser concedido pela internet; juros mais
baixos; carência de seis meses para o pagamento da primeira
prestação; compra do segundo imóvel da família;
e prazos até 30 anos para quitação.
PRIMEIRO CONTRATO
Durante a solenidade de assinatura dos convênios, realizada
no Salão Nobre do Ministério do Planejamento, foi
autorizado também o primeiro financiamento. Um casal de
servidores de Brasília, formado pelo gestor João
Alberto Tomacheski (MP) e a assessora jurídica Eneida Bastos
(CGU), foi o primeiro contemplado com a nova modalidade.
Eles estavam negociando, desde o ano passado, a compra de um apartamento
na Asa Norte, no valor de R$ 264 mil. Com o convênio, conseguiram
reduzir os juros em 1,1%, o que resultou numa economia em torno
de R$ 300 na prestação do imóvel.
João Alberto utilizou um dos benefícios que a CEF
passa a oferecer a todo o funcionalismo federal: os juros reduzidos
para aquisições pelo Sistema Financeiro Habitacional.
Em vez das taxas de mercado, em torno de 10% ao ano, os servidores
passam a usufruir da taxa de 8,9% ao ano, mais TR, tanto na Caixa
quanto no Banco do Brasil.
O casal, no entanto, utilizou condições ainda mais
especiais, abrindo conta na Caixa. Isso porque, para os que possuem
relacionamento com o banco (conta corrente com crédito
de salário + pacote de produtos e cartão de crédito),
as taxas são ainda menores, de 8,4% ao ano.
TIPOS DE IMÓVEL E RENDA
Os acordos de cooperação firmados hoje abrangem
tanto a aquisição de imóveis novos quanto
de usados, além de material de construção.
O BB financia 90% do valor do imóvel, num prazo de 25 anos;
e a CEF até 100%, num prazo de 30 anos.
O valor mínimo financiado é de R$ 20 mil e o máximo
de R$ 245 mil, pelo BBe R$ 350 mil pela Caixa. Isso pelo Sistema
Financeiro da Habitação, pois pela Carteira Hipotecária
o limite é de R$ 1,5 milhão.
O financiamento será concedido de acordo com a renda do
servidor. Embora ele possa utilizar a modalidade de crédito
consignado, em que o desconto é feito diretamente no contracheque,
a composição da renda familiar pode ser feita com
não servidores desde que o casal seja legalmente
casado ou tenha união estável.
INTERNET
O servidor interessado pode se habilitar aos financiamentos sem
sair de casa, acessando a internet (a página do banco escolhido
para a operação bancária). Todas as informações
para simular o crédito estarão disponíveis
na rede, ele irá ao banco apenas para sacramentar a operação.
Mesmo quem esteja em situação de inadimplência
no SPC ou Serasa, poderá se candidatar ao financiamento.
A concessão do crédito, no entanto, só ocorrerá
quando a situação do servidor estiver regularizada.
CARÊNCIA
Outra condição especial oferecida ao servidor público
pelo convênio é a carência de seis meses até
a primeira prestação. Durante esse período,
ele pagará apenas os juros da operação, seguros
e a tarifa de manutenção do contrato.
Depois que começarem os pagamentos, o servidor pode também
ficar um mês sem pagar. É a chamada Prestação
Pula, onde ele escolherá um mês do ano em que
pagará apenas os seguros e a tarifa de manutenção.
As tarifas também são diferenciadas. Normalmente,
o cliente precisa pagar taxas de Abertura de Crédito (R$
500), Análise Jurídica da Garantia (R$ 400), Análise
Física da Garantia (R$ 300) e a taxa de manutenção
de contrato (mensal). Para o servidor público serão
cobradas apenas a taxa de manutenção (R$ 22) e a
de Análise Física (a chamada avaliação
do imóvel).
Os valores das taxas podem ser incluídos no valor total
do financiamento do imóvel. Entre elas estão o registro
em cartório (limitado a R$ 1.750); pagamento do Imposto
de Transmissão de Bens Imóveis (limitado a R$ 7
mil); emissão de certidões cartorárias, entre
outras.
Fonte: Ministério do Planejamento
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