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Idade
da força de trabalho no serviço público federal preocupa o governo
26/10/2010
O Governo Federal está preocupado
com o envelhecimento da força de trabalho no serviço
público federal e buscando mecanismos que possam reter
por mais tempo os servidores que estão se preparando para
a aposentadoria.
Essa preocupação foi manifestada pelo secretário
de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier
Paiva Ferreira, ao participar hoje da abertura do 1º Seminário
Nacional de Preparação para a Aposentadoria, no
San Marco Hotel, em Brasília. O encontro é promovido
pela Fundação Anfip de Estudos da Seguridade Social.
O secretário Duvanier lembrou aos presentes que o Estado
brasileiro passou por um longo período sem reposição
da força de trabalho, e que essa renovação
só voltou a ocorrer nos últimos anos, o que provocou
o envelhecimento dos quadros.
Há órgãos públicos que ficaram até 15
anos sem fazer concurso e que agora estão recebendo grande
quantidade de jovens nas novas carreiras. E, ao mesmo tempo,
os servidores que detêm a experiência e a memória
da máquina pública estão atingindo o momento
de se aposentar, o que pode provocar um hiato se não se
buscar uma solução para reter esses servidores
mais antigos.
“Hoje o único incentivo para esse servidor permanecer
na ativa é o abono de permanência”, explica
Duvanier Paiva Ferreira. “Precisamos pensar em formas de
convencê-lo a retardar sua saída, pois essa é uma
mão-de-obra bastante qualificada. É nesse sentido
o projeto em discussão interna no governo: o de buscar
uma forma de aproveitar a competência e a qualificação
das pessoas que estão há mais tempo e que detêm
a memória da máquina pública.
VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO
No mesmo seminário, o diretor do Departamento de Saúde,
Benefícios e Previdência da SRH/MP, Sérgio
Carneiro, ressaltou que existe também um grande cuidado
com os servidores que estão hoje na máquina e que
precisam ter qualidade nos processos e no ambiente de trabalho
para produzir melhor.
“Preparação para aposentadoria faz parte
de um processo maior que é o da prevenção
e promoção na área de saúde e de
vigilância dos ambientes de trabalho”, afirmou. “Temos
de melhorar a qualidade do trabalho, o que tem a ver com mudanças
no ambiente e nos processos”, disse, ao enumerar as ações
que seu departamento vem desenvolvendo nas áreas de assistência,
perícia, promoção e vigilância à saúde
do servidor público.
Da mesma forma que o secretário Duvanier, o diretor Sérgio
Carneiro também identifica o risco de haver num futuro
próximo o esvaziamento dos órgãos públicos
federais em função da saída dos servidores
mais antigos e do longo tempo sem concursos.
“O atual governo recuperou o quadro de servidores efetivos,
foram mais de 100 mil, o que oxigenou a máquina pública”,
afirma. “Mas há um dado que pode ser alarmante:
cerca de 50% dos servidores atuais terão, em um prazo
de dez anos, condições para a aposentadoria, o
que significa não apenas a necessidade de repor essa mão
de obra, como também manter por mais tempo os que detêm
o conhecimento, para que repassem aos que estão chegando”.
PIRÂMIDE ETÁRIA DO SERVIÇO PÚBLICO
FEDERAL
A afirmação pode ser comprovada com dados de 2009
do Boletim Estatístico de Pessoal editado pela SRH. De
um contingente total de 514 mil servidores públicos federais
ativos do Poder Executivo, a idade média é de 46
anos.

Entre os homens, que para se aposentar integralmente precisam
ter idade mínima de 60 anos e 35 de contribuição,
10,2% estão entre os 46 e 50 anos; 10,7% entre 51 e 55
anos; e 7,9% entre 56 e 60 anos.
Já entre as mulheres, que precisam de 30 anos de contribuição
e 55 de idade, a pirâmide etária indica que 6,4%
estão na faixa dos 41 aos 45 anos; 9,5% na faixa dos 46
aos 50; e 8,8 entre os 51 e 55 anos.
Ministério do Planejamento
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