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Governo
cria secretaria para consolidar diálogo com o
funcionalismo público
23/01/2012
Brasília – Com o intuito de consolidar o relacionamento
e o diálogo com o funcionalismo público, o governo
federal criou a secretaria de Relações de Trabalho
no Serviço Público (SRT). A repartição
substitui a atual Secretaria de Recursos Humanos. Com a mudança,
a nova unidade vai ser responsável por negociar reajustes
salariais, condições de trabalho e reestruturação
das carreiras.
Para atender a nova estrutura, também foi criada a Secretaria
de Gestão Pública (Segep) que substitui a Secretaria
de Gestão (Seges), que foi extinta. A divisão vai
administrar o direcionamento da força de trabalho, a reestruturação
organizacional, a capacitação de pessoal, os concursos
públicos e a folha de pagamento. Ambas fazem parte do
Ministério do Planejamento. As mudanças foram publicadas
no Diário Oficial da União de hoje (23).
Segundo o secretário-executivo adjunto do Ministério
do Planejamento, Valter Correia, as novas secretarias foram reestruturadas
para agilizar a conclusão dos processos. “Com isso
vamos otimizar, racionalizar e dar maior celeridade às
decisões e aos encaminhamentos administrativos. Agora
conseguimos ter visão completa do processo. Antes os processos
eram segmentados”, disse em entrevista exclusiva à Agência
Brasil.
O novo modelo tem funcionado de forma “informal” há quatro
meses. “Começamos de forma informal para fazer os
ajustes necessários. Não é só juntar
as caixinhas, não juntamos uma secretaria com a outra.
Repensamos todo o processo. Redefinimos toda a estrutura e a
forma de trabalhar. Juntamos o processo inteiro dentro de um
departamento novo”, explicou.
Correia ainda destacou que as alterações vão
suprir uma necessidade antiga de responsabilidades processuais. “A
gente vai conseguir resolver um problema histórico na
Esplanada [dos Ministérios] para saber quem cuida de que área.
Sempre houve essa confusão de competência entre
essas duas áreas”, comentou.
A SRT foi idealizada pelo secretário de Recursos Humanos,
Duvanier Paiva, que faleceu no último dia 19, vítima
de infarto. O substituto ainda não foi escolhido pela
ministra da pasta, Miriam Belchior. Em entrevista àAgência
Brasil, Paiva comentou que a mudança era uma necessidade
antiga para atender à redemocratização nas
relações de trabalho. A nova estrutura objetiva
intermediar os debates com as centrais sindicais para evitar
que o conflito chegue no limite da greve.
Agência Brasil
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