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Fusão da Previdência
com Trabalho divide servidores
17/10/2011
O boato, cada vez mais forte, de que a presidente Dilma solicitou
ao MPOG um estudo sobre a viabilidade de uma fusão envolvendo
o ministério da Previdência Social com o ministério
do Trabalho e Emprego, já causa debate entre os servidores.
De um lado os do INSS, que se dizem “prejudicados” se
esta fusão ocorrer e de outro, os do Trabalho que “sonham” ingressar
na carreira do Seguro Social, com mais do que o dobro dos vencimentos
atuais.
Pelo estudo do governo, desde 2010, não mudaria nada,
permanecendo os servidores do Trabalho na mesma carreira, da
Previdência, Saúde e do Trabalho, com os vencimentos
atuais. O ministério da Previdência tem atendido
muitos servidores que se mostram contrários à fusão
e informa que desconhece este assunto. Entre 2009 e 2010, os
servidores do MTE fizeram uma longa greve de mais de 200 dias
e não negociaram nada como o governo, tendo que compensar
mais de mil horas até 2012.
No governo esta fusão ganhou corpo com o secretário-geral
da Presidência, Gilberto Carvalho, não escondendo
sua antipatia pelo ministro Carlos Lupi, considerado um falastrão
pelo governo e que não tem outra atitude senão
beneficiar seus aliados do PDT, galgando também muitas
denúncias de corrupção à sua pasta.
A economista Luana Tradh, do PNEST, acredita que essa fusão
seria benéfica ao país, pois “reestrutuaria
os dois ministérios fazendo com que funcionasse de maneira
conjunta, economizando tempo e dinheiro ao mesmo tempo em que
atuaria nas três pontas, trabalho, benefícios e
aposentadoria significando melhores atendimentos e resultados”.
Quando aos salários, Luana se disse favorável ao
ingresso dos servidores do Trabalho na Carreira do INSS, “não
faz sentido essa fusão sem uma intersecção
salarial isonômica.
Todos ganham com essa fusão. Cabe esclarecer que os servidores
do INSS não fazem parte da Carreira da Previdência,
Saúde e do Trabalho e sim do Seguro Social, com vencimentos,
no nível médio, alcançando entre 5 e 7 mil
reais mensais, enquanto que no MTE a média fica entre
2 e 2,5 mil reais.”.
Alheio à boataria e possíveis investigações
pelo Ministério público, o ministro do Trabalho
Carlos Lupi, cada vez menos “prestigiado” nas hostes
do poder, não se mostra preocupado com o que ele chama
de “boatos maldosos”, e prossegue, como sempre, apresentando
apenas dados referentes à empregabilidade no país,
como se fosse ele o responsável pela geração
de empregos.
No Congresso Nacional, a ideia desta “fusão” deixa
os parlamentares do PDT pouco confortáveis e alguns deixam
claro que se isso ocorrer será culpa exclusiva de Carlos
Lupi, inábil nas relações de poder e refém
de sindicalistas pouco escrupulosos.
*Fontes: ANDRÉ ALBUQUERQUE, PUBLICAL - VÂNIA RITTER,
INFO DF (via Fenasps) |
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