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Entidades rebatem declarações do ministro Mantega

07/12/2011

As entidades que compõem a Frente da Campanha Salarial Conjunta, divulgaram, na segunda-feira, 5/12, (com o apoio da AGASAI) nota em que manifestam indignação frente às declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, expressas em matéria do jornal Correio Braziliense publicada na sexta-feira (2/12), intitulada “Reajuste para servidor abala a economia, avisa Mantega”.

As categorias entendem que as declarações do ministro contidas na matéria soam como uma “ameaça aos servidores”, e lembram que “os danos causados pela corrupção e desperdício público são os que de longe mais oneram a estrutura governamental e a população brasileira”.

Na nota, as entidades reafirmam que continuarão mobilizadas na luta pelo reconhecimento e pela valorização do serviço público pelo Governo Federal. Leia abaixo o documento na íntegra.

Priscilla Araujo
Sindifisco Nacional


Nota:

Entidades contestam declarações do ministro Mantega

As entidades que compõem a Frente da Campanha Salarial Conjunta, todas representantes de carreiras típicas de Estado, manifestam sua indignação frente às declarações do governo, mais especificamente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, expressas em matéria do jornal Correio Braziliense, desta sexta-feira, 2 de dezembro, intitulada “Reajuste para servidor abala a economia, avisa Mantega”.
A manchete soa como uma ameaça aos servidores e os coloca na posição de vilões, como se toda a responsabilidade pelas supostas dificuldades econômicas do governo tivesse origem no funcionalismo público federal.
Ao atribuir a culpa ao funcionalismo público, o Ministro parece ignorar que as contas públicas nacionais têm padecido, sobretudo, com o inchaço da estrutura administrativa causado pelo excessivo quadro de ministérios e cargos comissionados, bem como pelos milionários contratos de terceirização de serviços e mão-de-obra.
As categorias lembram também que os danos causados pela corrupção e desperdício público, no entanto, são os que de longe mais oneram a estrutura governamental e a população brasileira. Afinal, segundo estimativas recentes, o custo da corrupção no Brasil pode superar os R$ 50 bilhões ao ano.
Um Estado que não reconhece a importância estratégica de seus servidores e propõe um tratamento diferenciado entre as carreiras está fadado à estagnação e ao insucesso de suas políticas públicas.
Nesse quadro, responsabilizar o funcionalismo público pelas dificuldades econômicas soa falso e retrógrado, segundo as categorias.
A declaração do ministro vai ainda de encontro às análises da situação econômica do Brasil perante a crise mundial. Seria ingenuidade ou má fé? Um governo que afirma não poder conceder reajustes a uns deve ser coerente e aplicar a mesma política para todos, e não eleger alguns em detrimento de outros.
As entidades continuarão mobilizadas na luta pelo reconhecimento e valorização do serviço público pelo Governo Federal.


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