Associação Gaúcha dos Servidores Federais Aposentados e Pensionistas
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16.09.2008

Carta aberta ao Governo Federal (Casa Civil, Ministério do Planejamento, Presidência da República) e Congresso Nacional


Os funcionários dos Governos (federal, estadual e municipal) que trabalham atendendo a população humilde, que necessita do estado para garantir os serviços básicos a que tem direito (saúde, educação e segurança), são os servidores que estão na ponta de baixo da tabela renumeratória. Neste desabafo, estamos representando especialmente os servidores do Ministerio da Saúde, que foram discriminados, nas últimas Medidas Provisorias (MPs) 341 e 441, especialmente os aposentados.

Para confirmar essa discriminação basta darmos alguns exemplos: um auxiliar de enfermagem do Ministério da Saúde (atende operários, desempregados, etc) vale menos que um telefonista, atendente, ascensoristas, etc., do Nível Intermediario (NI), um Médico de outro Ministério vale três médicos do Ministério da Saúde (referente a valorizaçao salarial) e assim por diante. Os aposentados, depois da EC 41, perderam a paridade e cada vez mais vêem seus rendimentos se esvaindo e mal dando para pagar as contas com medicamentos e GEAP, os que ganham um pouco mais ainda pagam o desconto previdenciário. E, por serem servidores da Saúde (ex-inamps) ficam sempre inferiorizados nas tabelas de reajustes do Governo.

Ainda neste ano, vimos o nosso Presidente explicitar sua preocupação em relação ao distanciamento entre o salário dos servidores do Executivo, com o salário dos outros Poderes, bem maiores. O que vimos agora é que esta diferença, hoje, também atingiu o executivo, não que nossos colegas, estejam ganhando muito, mas sim porque não houve aumento para a Saúde, pelo contrario foi rebaixado se considerarmos o acordo que tínhamos desde de 2005 - o PCCS, ou seja 47,11%, que seriam pagos em seis anos e que foi retirado.

Os exemplos citados acima ilustram de fato a discriminação que estão sofrendo os servidores que atuam na Saúde, e isso reflete as precárias condições em que se encontra o sistema de saúde pública brasileiro, simplesmente não há investimentos, nem melhorias e nem pessoal suficiente para atender as camadas mais pobres que são as que procuram o serviço de saúde pública.
Até quando o Governo vai relegar este problema, pagando mal os profissionais da área e deixando a população esperando atendimento em filas intermináveis?
Qual o critério que o Governo usa para em suas tabelas destinar sempre os piores indices de reajuste para os servidores da Saúde?

AGASAI

 


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