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Cargos públicos irregulares geram gasto de R$ 1,7 bilhão
Autor(es): Folhapress
Gazeta do Povo - 18/03/2010
São Paulo - Cruzamento de dados de funcionários
do Executivo com servidores civis e militares de 13 estados e
do Distrito Federal apontou 164 mil indícios de irregularidades
na ocupação de cargos públicos, que envolvem
gastos de R$ 1,7 bilhão por ano. As informações
são da Agência Brasil. Os dados do Paraná ficaram
de fora desse primeiro levantamento.
Os números foram divulgados ontem pela subsecretária
de Recursos
Humanos do Ministério do Planejamento, Maria Socorro Mendes,
durante o 3.º Congresso Nacional de Gestão Pública.
Segundo ela, o primeiro cruzamento de dados dos ministérios
do Planejamento e da Previdência Social com os cadastros
de 14 unidades da Federação esquadrinhou a vida
funcional de 3 milhões de servidores, dos quais 6,7% apresentaram
indícios de irregularidades nos estados e 3,3% na União.
A pesquisa envolveu os estados de Sergipe, Tocantins, Pernambuco,
Mato Grosso do Sul, Goiás, do Ceará, Piauí,
Maranhão, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande
do Norte e da Paraíba, além do DF. Os estados mais
populosos ficaram de fora desta fase e, assim, deixaram de ser
cruzados os cadastros referentes a 3,91 milhões
de servidores.
Por isso os indícios de irregularidade funcional devem
ser ainda maiores, de acordo com o presidente do Conselho Nacional
de Secretários de Estado, Sérgio Ruy Barbosa. Para
ele, o resultado divulgado ontem “foi bastante
expressivo’’ e deve servir de estímulo
para que os demais estados façam um cadastro único
de servidores.
Mas esse processo deve demorar cerca de três anos para
se consolidar, na avaliação do diretor do departamento
de Relações Internacionais
do Ministério do Planejamento, Luiz Pauffer
Padilha. Segundo ele, além de atrair os demais estados, é necessário
ampliar o cruzamento a militares, Legislativo e Judiciário,
no âmbito federal, e estimular a participação
também dos municípios.
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