Associação Gaúcha dos Servidores Federais Aposentados e Pensionistas
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Aumento da GEAP
Não ouvir as partes envolvidas foi erro grave

OPINIÃO AGASAI

A audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir a GEAP, terminou. Com a sala lotada de servidores, principalmente aposentados, que exibiam seus contracheques com o impacto do reajuste que atinge em muitos casos 100%, representantes da Fundação tentavam explicar e justificar as mudanças na forma de cobrança dos planos.

Explicar o inexplicável é complicado. O que faltou para a GEAP foi ter feito um grande debate convidando todas as partes envolvidas. Ao contrário disso, resolveram, em portas fechadas, criar o novo modelo de contribuição que está gerando toda essa polêmica e que, sem dúvida, encarece a vida principalmente de aposentados e servidores de baixa renda. Isso demonstrou total falta de conhecimento da realidade vivida pelos servidores, por parte dos executivos da GEAP.

Regina Parizi, na audiência na Câmara, chegou a citar o fato de a GEAP ter um crédito de R$ 80 milhões para receber dos próprios assistidos da Fundação. Se com o modelo anterior de contribuição essa dívida foi criada, não será agora que esse valor será amortizado ou estancado, pelo contrário, tudo indica que a inadimplência aumentará, criando assim novos prejuízos para as finanças já combalidas da nossa GEAP.

Todos envolvidos: servidores, governo, sindicatos, associações e orgãos reguladores concordam que alguma coisa precisa ser feita para tornar a GEAP mais ágil, eficiente e sustentável, porém sempre ouvindo todas as partes e é isso tardiamente que esta acontecendo agora. Esperamos que novos caminhos sejam buscados e contamos com a sensibilidade da GEAP e apoio dos Deputados que compareceram na audiência e que também não ficaram satisfeitos pedindo fiscalização financeira do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Agência Nacional de Saúde (ANS) nas contas da Fundação.

Para concluir, o foco do debate tem que ser centrado fundamentalmente no papel social da GEAP e não no aspecto econômico-financeiro como estamos observando já faz tempo. Afinal a Patronal, quando foi criada tinha como objetivo exatamente isso ser um aporte social aos seus assistidos. A GEAP tem que encontrar novamente esse caminho.

 

AGASAI

 

 

 


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