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Aumento do funcionalismo
melhorou serviços públicos,
revela estudo
Dom, 23 de Maio de 2010 23:07
A participação do funcionalismo no mercado de trabalho
brasileiro é inferior à média dos países
desenvolvidos, embora os custos da folha de pagamento comprometam
parcela maior do Produto Interno Bruto (PIB). O setor público
responde por 12% dos postos de trabalho existentes no Brasil
e custa 12% do PIB, enquanto os governos da Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE) empregam
22% dos trabalhadores dos seus países e gastam 11,5% do
PIB.
Os dados estão no Relatório de Avaliação
da Gestão de Recursos Humanos no Governo Federal, elaborado
pela OCDE com apoio do Governo brasileiro e do Banco Mundial,
e divulgado pelo Ministério do Planejamento. Para o secretário
de Gestão, Tiago Falcão, o relatório reflete
a recuperação do setor público promovida
pelo presidente Lula.
Desde 2003, o Governo Lula autorizou a realização
de concursos para contratação de 190 mil servidores
- metade dos quais para a área de educação.
O Governo anterior, ao contrário, havia cortado quase
100 mil postos de trabalho no setor público. Quando Fernando
Henrique assumiu a Presidência, em 1995, o Governo contava
com 570 mil funcionários; quando deixou o poder, eram
485 mil.
O estudo reconhece que as novas contratações eram
necessárias para "melhorar o acesso da população
aos serviços públicos, especialmente nas áreas
da saúde e educação, e para superar deficiências
pré-existentes na capacidade do Governo".
A publicação, de 340 páginas, faz uma série
de alertas e recomendações para melhorar a eficiência
da gestão de pessoal e enfrentar problemas e oportunidades
anunciados, como o grande número de aposentadorias num
futuro bem próximo, já que cerca de 40% dos servidores
do Governo Federal têm mais de 50 anos.
O Governo pode aproveitar esse momento para ajustar a alocação
da força de trabalho às suas prioridades, mas terá que
garantir que os funcionários que se afastam não
levem todo o conhecimento que acumularam nos anos de trabalho.
Será necessário acelerar os processos de treinamento
e até mesmo criar mecanismos para manter, por alguns anos
adicionais, funcionários em posições estratégicas
que sejam difícil de substituir.
Os técnicos da OCDE analisaram e apresentaram propostas
também para a composição de salários
e estratégias de criação de cargos e distribuição
de pessoal. A maioria das recomendações, segundo
Tiago Falcão, já consta da agenda de reformas do
funcionalismo em curso no Governo.
"Os desafios listados no estudo da OCDE já constavam
de nossa agenda, como o aperfeiçoamento do processo de
recrutamento, os critérios e mecanismos para a ocupação
dos cargos de direção, o alinhamento entre realidades,
competências e remuneração, que já estão
implementados ou em construção no Governo".
Agência DIAP (Fonte: Brasília Confidencial)
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